Cristiane da Silva Aguirre • Psicóloga • CRP 07/35003

Resistência da criança ao convívio com um dos genitores

Investigação das múltiplas causas possíveis da recusa ou resistência ao contato parental.

A resistência da criança ao convívio pode decorrer de vínculo historicamente frágil, experiências de negligência ou violência, conflito de lealdade, influência de adultos ou combinação desses fatores.

O que pode estar em análise

  • história do vínculo antes e depois da separação
  • experiências de segurança, cuidado e interesse genuíno
  • pressões familiares, conflitos de lealdade e comunicação sobre as visitas

Como a Psicologia pode contribuir

A avaliação deve investigar hipóteses alternativas e considerar idade, desenvolvimento, contexto das manifestações e comportamento dos adultos. O objetivo é compreender a função da resistência, não classificá-la rapidamente.

Limites técnicos importantes

A recusa da criança não comprova, por si só, violência nem manipulação. Também não deve ser desconsiderada. É necessário examinar seu significado e a consistência dos dados disponíveis.

Assistência técnica nesta demanda

Quando há produção de prova psicológica, a assistência técnica pode contribuir desde a análise do processo e a formulação dos quesitos até o exame crítico do laudo. O trabalho considera a adequação dos procedimentos, a qualidade das fontes, a coerência entre dados e inferências e o atendimento aos limites da ciência psicológica.

Importante: esta página possui caráter informativo. A indicação do serviço e o alcance da atuação dependem da análise individual do processo, dos documentos disponíveis, da etapa processual e das condições éticas para o atendimento.

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No primeiro contato, informe o tipo de processo, a etapa atual, a existência de avaliação psicológica e os prazos relevantes.

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Base técnica principal

Conteúdo elaborado a partir de literatura brasileira de avaliação psicológica forense, com destaque para Avaliação Psicológica no Contexto Forense (Hutz, Bandeira, Trentini, Rovinski & Lago, 2020) e para o Manual de Perícia Psicológica Forense, Volume 2, além das normas profissionais aplicáveis.

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O primeiro contato serve para compreender o contexto, verificar a possibilidade técnica e ética de atuação e indicar o serviço adequado.

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