Em processos de guarda e convivência, a avaliação psicológica busca compreender a dinâmica familiar e as necessidades da criança ou do adolescente, sem transformar preferências isoladas ou um único relato em conclusão definitiva.
O que pode estar em análise
- qualidade dos vínculos e história de cuidados
- necessidades desenvolvimentais, rotina e estabilidade
- recursos parentais, comunicação e capacidade de proteger a criança do conflito
Como a Psicologia pode contribuir
A Psicologia pode integrar entrevistas, observação das interações, documentos e outras fontes pertinentes para examinar como a organização familiar repercute no bem-estar da criança. O foco não é escolher um “melhor genitor” de forma abstrata, mas responder à pergunta definida no processo.
Limites técnicos importantes
A avaliação não deve confundir conflito conjugal com incapacidade parental, nem inferir fatos apenas a partir de sintomas inespecíficos. A opinião da criança é relevante, mas precisa ser compreendida conforme sua idade, contexto e possíveis pressões relacionais.
Assistência técnica nesta demanda
Quando há produção de prova psicológica, a assistência técnica pode contribuir desde a análise do processo e a formulação dos quesitos até o exame crítico do laudo. O trabalho considera a adequação dos procedimentos, a qualidade das fontes, a coerência entre dados e inferências e o atendimento aos limites da ciência psicológica.
Apresente sua demanda
No primeiro contato, informe o tipo de processo, a etapa atual, a existência de avaliação psicológica e os prazos relevantes.
Base técnica principal
Conteúdo elaborado a partir de literatura brasileira de avaliação psicológica forense, com destaque para Avaliação Psicológica no Contexto Forense (Hutz, Bandeira, Trentini, Rovinski & Lago, 2020) e para o Manual de Perícia Psicológica Forense, Volume 2, além das normas profissionais aplicáveis.