A resistência da criança ao convívio pode decorrer de vínculo historicamente frágil, experiências de negligência ou violência, conflito de lealdade, influência de adultos ou combinação desses fatores.
O que pode estar em análise
- história do vínculo antes e depois da separação
- experiências de segurança, cuidado e interesse genuíno
- pressões familiares, conflitos de lealdade e comunicação sobre as visitas
Como a Psicologia pode contribuir
A avaliação deve investigar hipóteses alternativas e considerar idade, desenvolvimento, contexto das manifestações e comportamento dos adultos. O objetivo é compreender a função da resistência, não classificá-la rapidamente.
Limites técnicos importantes
A recusa da criança não comprova, por si só, violência nem manipulação. Também não deve ser desconsiderada. É necessário examinar seu significado e a consistência dos dados disponíveis.
Assistência técnica nesta demanda
Quando há produção de prova psicológica, a assistência técnica pode contribuir desde a análise do processo e a formulação dos quesitos até o exame crítico do laudo. O trabalho considera a adequação dos procedimentos, a qualidade das fontes, a coerência entre dados e inferências e o atendimento aos limites da ciência psicológica.
Apresente sua demanda
No primeiro contato, informe o tipo de processo, a etapa atual, a existência de avaliação psicológica e os prazos relevantes.
Base técnica principal
Conteúdo elaborado a partir de literatura brasileira de avaliação psicológica forense, com destaque para Avaliação Psicológica no Contexto Forense (Hutz, Bandeira, Trentini, Rovinski & Lago, 2020) e para o Manual de Perícia Psicológica Forense, Volume 2, além das normas profissionais aplicáveis.